É gema, é germe, é gen-luz
Que o índio que vive em ti
O que há de pedra no chão
Criança em frente ao pilar
A vela, o vento, o assobio
Pro que há de podre no chão
Pro que há de pedra no ar
Por chãos de fogo e de frio
Valei-me, meu pai, que luz
Como se um trecho de chão
Se erguesse em asas azuis
Pra mergulhar sobre o mal
Chegasse ao mundo, afinal
Pé dentro do ano dois mil
No centro - sol do Brasil
Dou vida hoje à expressão
Quero essa língua outra vez
Quero esse palco, esse chão